Frase do Dia: “Supôr é bom – descobrir é melhor.” ( Mark Twain)
Após uma longa ausência, eis-me de regresso. Como fui atacada pelo síndrome pós-férias mal cheguei a casa, só hoje é que consegui escrever este post
.
As férias correram muito bem apesar de ter tido uma série de contratempos (fiquei sem uma unha do pé esquerdo o que me impediu de ir à água durante alguns dias
).
Fiquei fã de Palma, especialmente da zona sudeste da ilha. Da próxima vez tenho de visitar também a zona norte pois ouvi dizer que também tem praias paradisíacas.
Fiquei na zona de Can Pastilla no Hotel Nautic e não tenho nada a apontar de negativo em relacção a este hotel. Adorei tudo, desde a zona em que estava situado (estava longe da confusão e ao mesmo tempo perto de tudo), aos funcionários, às praias localizadas nos arredores, ao sossego, etc. Confesso que ia um pouco a medo pois antes de ir li em alguns blogs muita gente a queixar-se dos hotéis, da comida, do barulho e da confusão. Este hotel para além de ter sido completamente reformulado e ter passado de um *** para **** tem uma decoração muito boa e em relacção a outros hotéis ali à volta achei que este se destacava. Sem dúvida que foi uma boa opção.:-)
As férias em Palma resumiram-se essencialmente a praia e passeios à noite (todos os dias percorríamos uma grande parte da Baía de Palma, ou seja, uns 3 ou 4 Km). Também visitámos Palma num dia e o Arenal algumas noites, mas ao contrário do que eu pensava não dá para se ir a pé.
Neste post queria essencialmente falar sobre um passeio que recomendo a toda a gente.
Tratámos de alugar um carro, com bastante antecedência, pois a procura é muita, e com o trabalhinho de casa todo feito, partímos à descoberta. Saímos bem cedinho pois tínhamos um grande passeio para fazer. Perto do aeroporto, apanhámos a MA-19 em direcção a Santanyí, saímos em Campos e rumámos em direcção à Colónia de Sant Jordi. Um pouco antes de chegar a Sant Jordi, virámos para a Praia d’es Trenc e pelo caminho vimos as Salines de Levante.
Quando cheguei a esta praia bastante conhecida, tive uma grande desilusão. Não pela praia em si, que achei lindíssima, saída de um filme, mas porque a afluência de pessoas em tempos foi tanta, que agora há necessidade de limitar os acessos e por isso estão a cobrar 6€ pela entrada na praia. Achei um roubo especialmente porque o objectivo é que a praia recupere a sua beleza mas no entanto existe muito lixo espalhado pelo chão.
Seguímos então em direcção ao povoado de Colónia de Sant Jordi e fomos percorrendo as várias praias que se seguiram. Passámos por Es Caragols e Marmols, réplicas de Es Trenc mas mais pequenas, com menos gente e onde não existem taxas de entrada. Nesta zona as praias são muito pequenas e na maioria das zonas nem areia existe, no entanto, a água é tão calminha que qualquer rochita junto ao mar é segura e acolhedora.
Seguimos então em direcção à Cala d’Or mas saímos para ver a Cala de Mandragó, outro paraíso terrestre mas atolado de gente. Aqui almoçámos uma pizza no restaurante da praia, queríamos depachar-nos pois ainda tínhamos muita coisa para ver.
Seguímos novamente as placas em direcção à Cala d’Or e aqui descobrimos a praia Ferrera, um verdadeiro paraíso terrestre. Para o ano já sei onde vou passar férias
. Nunca tinha ouvido falar de Cala d’Or e fiquei maravilhada porque para além das praias belíssimas (Cala Ferrera, Cala Esmeralda, Cala Mitjana, etc.) também tem imensa vida.
A partir daqui rumámos em direcção a Porto Cristo e não visitámos mais nenhuma praia com muita pena minha pois queria muito ter visitado a Cala Romântica. No entanto, não havia tempo, tínhamos perdido muito tempo de manhã na Es Trenc (já que tinhamos pago 6€ tínhamos de ficar um pouco), ainda queríamos visitar as famosas grutas de Porto Cristo e eu ainda tinha de ir ao Centro de Saúde fazer o curativo ao pé.
Quando chegámos a Porto Cristo fomos directos às Cuevas del Drach (Grutas do Dragão) e ficámos fascinados. Quem vai a Palma e não visita estas caves é como ir a Roma e não ver o Papa. A visita demora cerca de uma hora e termina junto ao Lago Martel (um dos maiores lagos subterrâneos do Mundo – 177m de comprimento e 30m de largura). Junto ao Lago existe uma espécie de anfiteatro com bancos corridos para todos os visitantes se sentarem e, com as luzes apagadas, completamente na escuridão, começa o espectáculo. Do fundo do lago surgem 3 barcos com pequenas luzes ao redor, num deles está um violinista e um organista e tocam 4 peças clássicas.
No final do concerto é possível andar nos barcos e sair pelo lago Martel, a viagem não é longa mas acho que vale a pena pois é uma coisa surreal.
![]() |
![]() |
Depois de sairmos das grutas apanhámos a estrada em direcção a Manacor, onde se encontra a famosa fábrica de Pérolas. Não tivemos tempo para a visitar mas havemos de lá voltar.
Fica então aqui uma dica de um passeio que podem fazer se algum dia forem a Palma. Vale bem a pena e dá tempo para tudo. Eu é que estava dependente das horas para ir ao Centro de Saúde senão tínhamos tempo para ver muito mais.


Comentários Recentes