Revisitar Ilha de Maiorca

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Frase do dia: “Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.” (Budha).

Pois é, cá estou outra vez de volta para contar as minhas férias  em Maiorca pelo segundo ano consecutivo.

Este ano decidimos voltar à Ilha de Maiorca para conhecer o outro lado da ilha, desta vez ficámos em Magalluf, zona bastante mais agitada e animada que Can Pastilla, onde ficámos o ano passado.

Aqui conseguimos visitar a fascinante casa de Katmandu, uma mansão do estilo tibetano colocada ao contrário (fundições para cima e telhado para baixo), com as sua imensas ilusões ópticas, robots, um cinema a 4 dimensões, etc.

Ao segundo dia decidímos alugar um carro por 2 dias e visitar a parte da ilha que ainda não conhecíamos:

1º Dia: Começámos por ir em direcção ao Porto de Andraitx, seguindo para Sa Dragonera (Ilha protegida) e percorrendo a costa da ilha, passámos por La Granja e pela encantadora aldeira de Valdemossa, local de paragem obrigatória. Esta aldeia parece saída de uma história, em que cada casa parece uma casa de bonecas, onde se tem a sensação de que o tempo parou há muitos anos.

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De seguida fomos em direcção a Puerto de Soller, onde se tivessemos chegado a tempo, podíamos ter apanhar o cruzeiro para  La Calobra, como não conseguimos apanhar, seguimos de carro, atravessando a montanha e passando por paisagens selvagens e belas.

Depois de uma boa hora a caminho, chegámos finalmente a uma linda baía rochosa chamada Sa Calobra e daí percorremos mais de 5 minutos a pé atravessando 2 túneis nas rochas até uma das mais belas Callas de Maiorca “Torrent de Pareis”, uma pequena praia na foz de um rio no meio de uma profunda garganta aberta para o mar.

Torrent de Pareis é tão bela quanto pequena para os visitantes que tem, no entanto vale bem a pena dar aqui uns mergulhos e conhecer a praia.

A caminho de Torrent de Pareis

2º Dia: Atravessámos a ilha em direcção ao Porto de Alcúdia e à Baia de Alcúdia, uma praia com quase 15 km de extensão e com água muito calminha e quentinha.

Continuámos o nosso passeio em direcção ao Cabo de Formentor, mas decidimos fazer um pequeno desvio e ir em direcção à Cala San Vicenç, uma das praias mais belas de Maiorca. Mas não ficámos por aqui, seguimos mais um pouco pela mesma estrada e ao fim de uns 2 minutos de carro chegámos a uma praia ainda mais bonita, a meu ver. Permanecemos bastante tempo aqui pois para além da água ser quentinha também tem muitas ondas.

Esta foto mostra a vista que se tem desta praia.

Perto da Cala Sant Vicenç

Daqui seguimos em direcção a Pollensa e ao Cabo de Formentor, zonas de paragem obrigatória. O cabo de Formentor é uma impressionante parede de 200 metros que se ergue repentinamente no mar.

A caminho subimos uns bons 232 metros de altitude por uma sinuosa estrada até chegar ao Miradouro El Colomer, a partir deste pode-se contemplar as escarpadas montanhas da Serra de Tramuntana e os recortados alcantilados da zona.

Continuámos descendo a montanha, passando pela praia de Formentor  e subindo outra montanha em direcção ao farol. Só de pensar que antigamente para se ir para o farol era preciso ir a pé subindo várias escadas ao longo das montanhas até me arrepia.

De regresso do Farol parámos na praia de Formentor onde decidimos permanecer o resto dia. Esta praia é lindíssima e quase que parece uma lagoa, pois está rodeada de montanhas e ilhas e em determinadas zonas  só vê terra à volta. É uma praia bastante agradável mas também bastante concorrida e é muito difícil estacionar sem ser no parque pago.

Mirador El Colomer

De resto, os dias foram passados em Magalluf onde as praias também são muito bonitas e a noite também é muito animada. Tivemos bastante sorte no Hotel que escolhemos porque apesar de estar perto da zona mais movimentada, ao mesmo tempo está numa rua mais isolada, o que nos permitia ter bastante sossego:)

Regresso das férias

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Frase do Dia: “Supôr é bom – descobrir é melhor.” ( Mark Twain)

Após uma longa ausência, eis-me de regresso. Como fui atacada pelo síndrome pós-férias mal cheguei a casa, só hoje é que consegui escrever este post :-P .

As férias correram muito bem apesar de ter tido uma série de contratempos  (fiquei sem uma unha do pé esquerdo o que me impediu de ir à água durante alguns dias :( ).

Fiquei fã de Palma, especialmente da zona sudeste da ilha. Da próxima vez tenho de visitar também a zona norte pois ouvi dizer que também tem praias paradisíacas.

Fiquei na zona de Can Pastilla no Hotel Nautic e não tenho nada a apontar de negativo em relacção a este hotel. Adorei tudo, desde a zona em que estava situado (estava longe da confusão e ao mesmo tempo perto de tudo), aos funcionários, às praias localizadas nos arredores, ao sossego, etc. Confesso que ia um pouco a medo pois antes de ir li em alguns blogs muita gente a queixar-se dos hotéis, da comida, do barulho e da confusão. Este hotel para além de ter sido completamente reformulado e ter passado de um *** para **** tem uma decoração muito boa e em relacção a outros hotéis ali à volta achei que este se destacava. Sem dúvida que foi uma boa opção.:-)

As férias em Palma resumiram-se essencialmente a praia e passeios à noite (todos os dias percorríamos uma grande parte da Baía de Palma, ou seja, uns 3 ou 4 Km). Também visitámos Palma num dia e o Arenal algumas noites, mas ao contrário do que eu pensava não dá para se ir a pé.

Neste post queria essencialmente falar sobre um passeio que recomendo a toda a gente.

Tratámos de alugar um carro, com bastante antecedência, pois a procura é muita, e com o trabalhinho de casa todo feito, partímos à descoberta. Saímos bem cedinho pois tínhamos um grande passeio para fazer. Perto do aeroporto, apanhámos a MA-19 em direcção a Santanyí, saímos em Campos e rumámos em direcção à Colónia de Sant Jordi. Um pouco antes de chegar a Sant Jordi, virámos para a Praia d’es Trenc e pelo caminho vimos as Salines de Levante.

Platjia des TrencQuando cheguei a esta praia bastante conhecida, tive uma grande desilusão. Não pela praia em si, que achei lindíssima, saída de um filme, mas porque a afluência de pessoas em tempos foi tanta, que agora há necessidade de limitar os acessos e por isso estão a cobrar 6€ pela entrada na praia. Achei um roubo especialmente porque o objectivo é que a praia recupere a sua beleza mas no entanto existe muito lixo espalhado pelo chão.

Junto à Cala de CaragolSeguímos então em direcção ao povoado de Colónia de Sant Jordi e fomos percorrendo as várias praias que se seguiram. Passámos por Es Caragols e Marmols, réplicas de Es Trenc mas mais pequenas, com menos gente e onde não existem taxas de entrada. Nesta zona as praias são muito pequenas e na maioria das zonas nem areia existe, no entanto, a água é tão calminha que qualquer rochita junto ao mar é segura e acolhedora.

Seguimos então em direcção à Cala d’Or mas saímos para ver a Cala de Mandragó, outro paraíso terrestre mas atolado de gente. Aqui almoçámos uma pizza no restaurante da praia, queríamos depachar-nos pois ainda tínhamos muita coisa para ver.

Cala Ferrera Seguímos novamente as placas em direcção à Cala d’Or e aqui descobrimos a praia Ferrera, um verdadeiro paraíso terrestre. Para o ano já sei onde vou passar férias ;) . Nunca tinha ouvido falar de Cala d’Or e fiquei maravilhada porque para além das praias belíssimas (Cala Ferrera, Cala Esmeralda, Cala Mitjana, etc.) também tem imensa vida.

A partir daqui rumámos em direcção a Porto Cristo e não visitámos mais nenhuma praia com muita pena minha pois queria muito ter visitado a Cala Romântica. No entanto, não havia tempo, tínhamos perdido muito tempo de manhã na Es Trenc (já que tinhamos pago 6€ tínhamos de ficar um pouco), ainda queríamos visitar as famosas grutas de Porto Cristo e eu ainda tinha de ir ao Centro de Saúde fazer o curativo ao pé.

Quando chegámos a Porto Cristo fomos directos às Cuevas del Drach (Grutas do Dragão) e ficámos fascinados. Quem vai a Palma e não visita estas caves é como ir a Roma e não ver o Papa. A visita demora cerca de uma hora e termina junto ao Lago Martel (um dos maiores lagos subterrâneos do Mundo – 177m de comprimento e 30m de largura). Junto ao Lago existe uma espécie de anfiteatro com bancos corridos para todos os visitantes se sentarem e, com as luzes apagadas, completamente na escuridão, começa o espectáculo. Do fundo do lago surgem 3 barcos com pequenas luzes ao redor, num deles está um violinista e um organista e tocam 4 peças clássicas.

No final do concerto é possível andar nos barcos e sair pelo lago Martel, a viagem não é longa mas acho que vale a pena pois é uma coisa surreal.

Cuevas del Drach em Palma IMG_4068

Depois de sairmos das grutas apanhámos a estrada em direcção a Manacor, onde se encontra a famosa fábrica de Pérolas. Não tivemos tempo para a visitar mas havemos de lá voltar.

Fica então aqui uma dica de um passeio que podem fazer se algum dia forem a Palma. Vale bem a pena e dá tempo para tudo. Eu é que estava dependente das horas para ir ao Centro de Saúde senão tínhamos tempo para ver muito mais.


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