Mãe
Geral Agosto 19th, 2010Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in ‘Diário IV’
Amo-te mãe. Descança em paz. Pai, ajuda-a nesta passagem e a encontrar a paz. Amo-vos aos dois.
Agosto 19th, 2010 at 11:25
Lamento a tua perda
Agosto 19th, 2010 at 11:35
Os meus sentimentos. Se precisares de alguma coisa diz.
Agosto 22nd, 2010 at 14:45
Obrigada.
Só o facto de terem estado presentes foi uma grande ajuda.
Beijinhos
Agosto 25th, 2010 at 14:42
lamento a tua perda..es uma pessoa sensivel,e verdadeira..valores de uma mae que te transmitiu,que so posso imaginar que tenha sido uma grande mulher.
Setembro 10th, 2010 at 17:14
Sónia,
Lamento muito o desaparecimento da tua Mãe. Não sei o que dizer, sei apenas que o teu mundo decerto desmoronou e sei que deve ser quase impossível sair desse buraco..
Arrepio-me só de pensar em perder a minha querida Mãe…
E portanto só te posso demonstrar que me tocou muito saber desta notícia.
Tive de aguentar as lágrimas ao ler o poema.
Muitos Beijinhos
Setembro 13th, 2010 at 9:50
Obrigada.
Há dias que correm melhor do que outros. Há dias em que não me apetece sair à rua nem falar com ninguém, mas tento ultrapassar. Mas não consigo aceitar o que aconteceu, é muito cruel
.
Beijinhos para ti e para a tua família