Mãe

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Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in ‘Diário IV’

Amo-te mãe. Descança em paz. Pai, ajuda-a nesta passagem e a encontrar a paz. Amo-vos aos dois.

Cidade de Praga

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Frase do dia: “Todo aquele que conseguir a alegria deve partilhá-la”.
(Lord Byron)

Acabadinha de regressar de Praga vou-vos falar desta encantadora cidade. Neste post vou procurar dar dicas do que ver e fazer em Praga.

Praga é uma cidade atravessada pelo rio Vlatava e dividida em 5 regiões pequenas e próximas, cada qual com o seu encanto. Na margem esquerda situa-se Hradèany (onde se encontra o Castelo de Praga) e Malá Strana (Cidade Pequena), local onde viveu Bethovan. Na margem direita encontram-se Josefov (Bairro Judeu), Staré Mìsto (Cidade Velha – onde ficámos alojados) e Nové Mìsto (Cidade Nova).

Primeiro Dia:

Acordámos bem cedinho para atravessar a Ponte Karlov ou Charles Bridge enquanto não está atolada de gente. Esta ponte possui um certo encanto que nos faz recuar no tempo. Atravessada a ponte, passámos pela Igreja de St. Nicholas e seguimos pela rua Nerudova, rua conhecida pela notável simbologia das casas (casa dos 3 violinos, casa do carneiro, etc.).

Seguimos então em direcção ao Castelo e aqui assistimos à troca de guarda que decorre ao meio dia, sendo ao domingo a melhor cerimónia (sorte a nossa que era domingo:) ). Esta cerimónia é longa mas vale bem a pena cada minuto.

Aqui visitámos a Catedral de S.Vito, o Palácio Real, a Basílica de São Jorge e o Palácio de Rosenberg. De seguida descemos pelas traseiras do Castelo e seguimos em direcção à Igreja do Loreto (famosa pelo campanário), onde ouvimos a música dedicada à Virgem Maria. Voltámos à rua Nerudova e seguimos para o Mosteiro de Strahov, que infelizmente estava em obras o que só nos permitiu visitar uma sala da biblioteca mais magestosa do Mundo.

Durante o resto do dia descemos a Colina Petrin, atravessámos o Muro da Fome, procuramos infurtivamente a Igreja de São Miguel (toda em madeira), passámos pelo monumento em homenagem às vítimas do Comunismo e descançamos numa das muitas ilhas do rio Vltava atravessada pela Ponte Legíi. Passámos pelo famoso Café Slavia e mais à frente pelo Café Louvre, que é famoso pelo chocolate quente e pelos gelados.

Segundo dia

No segundo dia apanhámos o electrico em direcção a Vyton, para podermos visitar Vysherad, antiga fortaleza e núcleo histórico da cidade. Adorámos este local pelos seus jardins e principalmente pelas deslumbrantes vistas sobre o rio, o bairro de Podoli e sobre a parte sul de Praga. Aqui visitámos o cemitério de Vysherad, onde estão sepultadas grande figuras da história e cultura checa, a igreja de S. Pedro e S. Paulo e a capela de São Martinho.

De tarde visitámos Mala Strana, começando pela ilha de Kampa (rodeada pelo rio Vltava e pela Ribeira do Diabo) onde se encontra o muro dedicado a John Lennon.

Terceiro Dia

Começámos o dia por visitar o mercado Havélska e seguimos em direcção ao núcelo desta zona. Vimos a Igreja Tyn e o famoso relógio  astronómico (Orloj). Este relógio foi uma autêntica desilusão, não pela sua beleza mas porque esperávamos mais de um relógio tão famoso. Estávamos à espera que as portinhas azuis se abrissem para exibirem os apóstolos e nada, apenas as estátuas da Morte, do Avarento, do Invejoso e do Turco se mexeram. Foi uma autêntica desilusão para as centenas de turistas que ali se encontravam.

Depois de visitar esta zona fomos visitar o bairro judeu, Josefov. Partimos da Praça do Relógio, pela Avenida Parizská, onde se encontram lojas como Prada e Louis Vuitton entre outras. Neste bairro encontram-se imensos sítios para visitar: Maisel Synagoge, Spanish Synagogue (esta sinagoga é lindíssima e nela decorrem vários espectáculos de música clássica e que infelizmente não tive oportunidade de assistir), Pinkas Synagogue, o cemitério Judeu, Klaus Synagogue, Cerminonial Hall e a Old-New Synagogue.

Quarto e último dia

Dirigimo-nos de eléctrico para Výstaviště (Parque de Exposições), atravessámos o parque, em direcção ao noroeste, de forma a encontrar o acesso a Troja. Atravessámos 2 pequenas pontes pedestres deixando para trás a ilha Cisarky e aqui visitámos o deslumbrante Palácio de Troja (Trojsky Zamec) e os seus jardins.

Depois de visitar o palácio e os jardins dirigimo-nos para o Zoo de Praga (considerado o sétimo melhor do mundo em 2008). Adorámos este Zoo pela variedade de espécies mas também por todo o ambiente envolvente. Inclusive, há uma zona fechada e escura que tem morcegos a voar mesmo à nossa volta.:P

Infelizmente não tivemos tempo para visitar o Jardim Botânico que se situava um pouco mais a cima e que é lindissimo e vale a pena visitar (para quem goste).

Pequenas Curiosidades:

Nestes 4 dias que estivemos em Praga constactamos que:

  • Toda a gente sabe falar Inglês.
  • Cada família tem pelo menos um cão.
  • De noite anda muita gente a passear na rua (especialmente em Staré Mìsto).
  • Durante a semana os bares e cafés fecham mais cedo (à meia noite mandam as pessoas embora).
  • Em muitos bares e cafés existe Wi-Fi grátis.
  • Há imensos parques e jardins.
  • Os empregados de mesa gostam de aldrabar no troco.
  • Na maioria dos sitios quando se recebe a conta vem a dizer “Service not included”, pelo que deduzem que vamos deixar “gorjeta”.

Adorei Praga e recomendo a sua visita. Se alguém tiver alguma questão não exite em colocá-la pois posso poder ajudar em algum assunto.

Festival do Chocolate em Óbidos

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Frase do dia: “O que nos faz felizes é o que desfrutamos, não tanto o que temos. ”
(Charles Haddan Spurgeon)

Todos os anos, cerca de 200 mil pessoas visitam o festival do chocolate em Óbidos que prima pela sua inovação e eu não podia deixar passar ao lado este evento. Assim, no passado fim de semana fui pela primeira vez ao festival e adorei.

No Festival do Chocolate em Óbidos 

Mal entrámos nas muralhas do castelo fomos logo invadidos por uma imensidão de “barraquinhas” a vender mil e uma coisas com chocolate, desde ginjinha em copos de chocolate, “chaminés” com chocolate quente, pão-de-ló de chocolate e muitos outros bolos com os mais diversos formatos, todos eles apetitosos.

Pelo caminhos encontrámos algumas exposições de chocolate das quais se destacou a exposição na antiga Igreja de São Tiago com várias esculturas em chocolate.

Quando finalmente entrámos no recinto do festival propriamente dito (na cerca do castelo), deparámo-nos com o Coliseu de Roma, a Muralha da China, Chichen Itza, Taj Mahal e a cidade de Petra “reconstruídas” em chocolate. Obras estas lindíssimas e que foram escolhidas pelos profissionais da área alimentar para representar em chocolate durante o festival deste ano.

Além destas cinco esculturas, foi também executada uma outra dedicada à cidade de Guimarães, numa homenagem a Portugal e ao berço da nacionalidade.

Segundo  me constou, só nestas 6 esculturas foram gastas três toneladas de chocolate e demoraram 6 meses a serem construídas.

Durante estes dias em que decorre o festival, alguns dos melhores chefes portugueses de cozinha fazem demonstrações de pratos com chocolate e à noite também confeccionam refeições em alguns dos restaurantes.

Só para terem alguma ideia dos pratos, há um restaurante com costeletas de borrego grelhadas com molho de chocolate e Ginja de Óbidos, outro com peito de pato com chocolate e laranja, etc. Só de ver os nomes dá-me uma fome. Não cheguei a provar nenhum destes pratos, uma vez que é necessário fazer uma pre-reserva no restaurante.

Na Cerca do Castelo existem imensos espaços dedicados ao chocolate, desde pontos de venda de chocolates, montras em chocolate executadas  por diversas pastelarias nacionais, concursos de ourives em chocolate,  cursos de chocolateria, palestras, teatro, construção de esculturas ao vivo, body painting e o espaço reservado à Chocolaterapia.

Obviamente, não podia deixar de fazer uma sessão de massagem facial com chocolate. Um… Que delicia.

Massagem Facial de Chocolate 

Recomendo que visitem o festival. No próximo fim de semana vai ter passagem de modelos com chocolate, o que promete.

Dedução de despesas com saude animal em IRS

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Frase do Dia:  “A civilização de um povo avalia-se pela forma como os seus animais são tratados”.
Alexander von Humboldt

Muitos de nós já tivemos e poderemos vir a ter contas avultadas em medicamentos, tratamentos, etc. para tratar os nossos animais de estimação. Sendo actualmente obrigatória a sua vacinação e tratamento para prevenção da saúde publica, não se compreende como é que nenhum dos encargos médicos com os nossos amigos animais não podem ser incluídos na declaração do IRS.

Assim, já há algum tempo que está a decorrer uma petição a solicitar que seja possível incluir na declaração do IRS as despesas com a saúde dos animais de estimação. Vamos tentar que seja para breve.

Assinem em: Dedução de despesas com saude animal em IRS.

Nasceu a minha sobrinha

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Frase do dia: “Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina! Sorria, mas com a alma e não apenas com os lábios”
Lea Waider

O dia 26 de Dezembro marca o nascimento da minha sobrinha, a Catarina. Está claro que não queria nascer no dia 25 de Dezembro (como era com as festas de aniversário com os amigos?) e também não queria nascer na passagem de ano, então, pimba, pôs-se cá fora no dia mais bonito de Dezembro (um dia com bastante sol).
O André foi logo visitá-la e recebeu uma prendinha. Estava bastante desconfiado mas lá conseguiu dar-lhe alguns miminhos. São os dois muito lindos e dão-se bastante bem. Confesso que estava com receio da reacção do André mas portou-se lindamente.

Fica aqui uma foto da sobrinha mais linda do mundo.

Catarina

Mini Férias em Coimbra

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Frase do dia: “A descoberta consiste em ver o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou”.
Albert Szent-Gyorgyi

Este fim de semana (prolongado no meu caso), foi passado entre as ruas estreitas e calcetadas de Coimbra.
Apesar de ter visitado Coimbra diversas vezes ao longo da minha vida, sempre que lá volto vivêncio novas experiências e capto coisas que antes não via.

Fiquei num Hotel simples mesmo na baixa junto à estação de Coimbra A, daqui conseguia visitar grande parte da zona histórica andando sempre a pé.

O primeiro dia foi marcado com alguma chuva, no entanto isso não nos impediu de iniciar a nossa visita. Começámos por andar ao longo das ruas estreitas da baixa e fomos dar ao Arco Almedina (uma das principais entradas da cidade, que permite o acesso ao Bairro Alto da povoação), a partir daqui foi sempre a subir pelas escadas (acreditem que não é por acaso que chamam a estas escadas de Quebra-Costas :P ).
A meio da subida há uma bifurcação, para um lado encontra-se a Torre da Contenda, Torre do Anto e a Casa de Sobre-Ripas (um dos melhores edifícios manuelinos do país, com janelas artísticas, medalhões da renascença, pátios, etc.) e para o outro a Universidade.

A caminho da Universidade passámos pela Sé Velha, pelo Museu Nacional Machado de Castro e pela Sé Nova. Neste percurso também encontrámos um bar bastante conhecido entre os estudantes (Piano Negro), tivemos azar, pois em nenhum dos dias em que lá estivemos esteve aberto. Quanto ao museu, aproveitámos para o visitar no domingo pois não se paga aos feriados e domingos.
Não fomos a tempo de visitar a Universidade pois a bilheteira (localizada junto da biblioteca geral) fecha às 16:30 ao sábado.

No dia seguinte fomos então visitar a universidade de Coimbra, que é uma das mais antigas da Europa. Fundada em Lisboa por D. Dinis em 1290, foi definitivamente transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real Medieval.

Começámos pela Biblioteca Joanina (Casa da Livraria), a mais famosa Biblioteca de Portugal, devido ao seu estilo único. Nela encontram-se cerca de 200 mil volumes que se distribuem desde o século XII ao século XIX, e versam sobretudo o Direito (civil e canónico), a Teologia e a Filosofia.
Achei bastante curioso o facto de nesta biblioteca habitar uma colónia de morcegos, que todos as noites voa pela biblioteca à procura de pequenos insectos para se alimentar e ao mesmo tempo estão a proteger os livros. Todos os dias há um processo de proteger as mesas e cadeiras com toalhas de couro devido aos dejectos dos morcegos e no dia seguinte a biblioteca é toda limpa.

Depois seguimos para a Capela de S. Miguel, com uma fachada em estilo manuelino e um imponente órgão barroco de 1733. Visitámos também a Prisão Medieval e Académica, localizada no piso inferior da Biblioteca Joanina, composta por pequenas salas abobadadas, sem luz directa.

Seguimos então para dentro da Universidade, aí visitámos diversas salas entre as quais, a Sala dos Capelos onde actualmente têm lugar as mais importantes cerimónias académicas, designadamente os Doutoramentos solenes, “honoris causa”, Investidura do Reitor e Abertura Solene das Aulas.

Ao longo destes dias visitámos ainda outros espaços bastante interessantes, como é o caso do Mosteiro de santa-Clara-a-Velha que devido às forças das águas do Rio Mondego, foi praticamente destruído.
Visitámos ainda a Igreja de Santa Cruz e o café/restaurante de Santa Cruz localizado mesmo ao lado e que fazia lembrar o “Majestic” do Porto. Aqui assistimos a um concerto de piano e guitarra portuguesa (Cordis & Convidados) que inaugurava a iluminação de Natal de Coimbra.

Também encontrámos diversas republicas estudantis em torna da universidade, umas em melhor estado do que outras mas não conseguimos visitar a famosa Rua da Matemática, local onde se concentram várias republicas.

Quanto à noite de Coimbra posso dizer que ficámos bastante desiludidos. Percorremos as diversas ruas de Coimbra, tanto de carro como a pé e pesquisámos na net, no entanto não encontrámos nenhum local que nos fizesse lembrar a noite do Porto. Mesmo na zona da Praça da República, achámos que a noite era extremamente fraca e muito aquém do que se poderia esperar de uma cidade estudantil.

Recomendo ainda uma Tasca tradicional e sobejamente famosa da cidade de Coimbra: Zé Manel dos Ossos, localizada em plena Baixa de Coimbra. Lá podem-se saborear uns ossos divinais, entre outras iguarias deliciosas (sopa da pedra, barriguinhas de Leitão na brasa, feijoada de javali, etc.).

Aproveitem estas dicas se quiserem visitar Coimbra.

Gripe A – Tomar a Vacina ou não

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Pensamento do Dia: Se soubermos que um obstáculo é intransponível, deixa de ser um obstáculo para se tornar um ponto de partida.
(Juzsef Eorvos)

De momento o que está a afligir a generalidade das pessoas é se devem ou não tomar a vacina para combater a gripe A.
Com este post não quero tomar partido por nenhuma das 2 opções, apenas vou expor aqui um texto que achei bastante interessante e que diz que não devemos tomar a vacina. Se encontrar um artigo igualmente interessante que diga que devemos tomar a vacina também o colocarei num post, no entanto ainda não encontrei nenhum que me convença.

Também achei interessante ler a entrevista publicada no elperiodico.com em 13 de Setembro e traduzida no blogue Conversas Vadias, realizada ao Prof. J. R. Laporte, Catedrático de Farmacologia na Universidade Autónoma de Barcelona, Chefe de Serviço de Farmacologia do Hospital Vall’ Hebron em Barcelona. Dirige o Instituto Catalão de Farmacologia, que é um dos centros colaboradores da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segue-se então a tradução de um texto de Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública: (original disponível em: http://www.casmadrid.org/index.php?idsecc=noticias&id=1522&titulo=NOTICIAS)

Gripe A:

Uma reflexão e uma proposta
Ao ler este texto de Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública , ninguém pode deixar de se interrogar sobre a capacidade dos seus governantes e autoridades de Saúde Pública do seu país – particularmente Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde e Director-Geral de Saúde – sobre a sua honestidade e o seu grau dependência em relação aos grandes laboratórios internacionais.
Teresa Forcades i Vila* – 11.10.09

Dados científicos
Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1, estirpe S-OIV) diagnosticaram-se na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 [1].
A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da época da gripe anual [2]; a única coisa que é nova é a estirpe S-OIV [3] [4].

Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe [5].

Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo [6]; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe [7].
Como já disseram publicamente reconhecidos profissionais de saúde – entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Conselho Nacional de Ética em França) e o Dr. Juan José Rodriguez Sendin (presidente da Associação de Colégios Médicos do Estado espanhol) -, os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual [8].

Irregularidades que têm de ser explicadas
Em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe anual; as vacinas tinham de ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro e Março; antes que qualquer destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram.

Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que, sem base real, as autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe sazonal) [9].

Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima;
um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?

Pôde declará-lo porque no mês de Maio a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que por causa de um agente infeccioso morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência – que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas – foi eliminada da definição adoptada no mês de Maio de 2009 [11], depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido [12].

Consequências políticas da declaração de «pandemia»
No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos [13].

O que é que pode acontecer a uma pessoa que decida não se vacinar?
Enquanto a vacinação não for declarada obrigatória não lhe pode acontecer nada; mas se chegasse a declarar-se a vacinação obrigatória, o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachussetts dos EUA a multa para estes caso pode chegar a 1.000 dólares por cada dia que passe sem o prevaricador se vacinar) [14].

Perante isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a sazonal, também não há para todos…

É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim.
A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré [15].
E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina [16].

Uma reflexão
Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, ao mesmo tempo que não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que por causa da crise perderam o seu trabalho e a sua casa.

Enquanto não forem clarificados estes factos, o risco de este Inverno serem distribuídas vacinas contaminadas e o risco de poderem ser adoptadas medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em caso algum podem ser desvalorizados.

No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.

No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes – entre eles a Directora-Geral da OMS -, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:
1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;
2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.

Em qualquer dos casos a vacina que se está a preparar agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em Janeiro passado com a Baxter, podia ser, inclusivamente, que servisse de veículo de transmissão da doença.

Uma proposta
A minha proposta é clara:
Além de manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não se deixar vacinar, coisa que já se propõem muitas pessoas com senso comum no nosso país [Espanha].

Apelo a que se active com carácter de urgência os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para assegurar de forma rotunda que no nosso país não se poderá forçar ninguém a vacinar-se contra a sua vontade, e que os que decidirem livremente vacinar-se não serão privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito de serem economicamente compensados (eles ou os seus familiares), no caso de a vacina lhes causar uma doença grave ou a morte.

Notas:
[1] Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279
[2] ‘The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens’, Zimmer, Burke, op. cit., p.282
[3] Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279
[4] Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471
[5] US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4.
[6] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças ( www.ecdc.europa.eu ).
[7] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças ( www.ecdc.europa.eu )
[8] Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol ’09): Debré: ‘Cette grippe n’est pas dangereuse’; cf. La Razón (4 septiembre ’09): Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A
[9] Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.
[10] http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009
[11] Cohen E. When a pandemic isn’t a pandemic. CNN, 4 de mayo ’09.

http://edition.cnn.com/2009/HEALTH/05/04/swine.flu.pandemic/index.html

[12] Doshi Peter Calibrated response to emerging infections VMJ 2009;339:b3471
[13] Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre ’09.
[14] Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto ’09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre ’09. WBUR Boston.
[15] Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières. www.syndicat-infirmier.com/Vaccination-H1N1-mefiance-des.htlm

[16] Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio ’09.

Texto publicado no sítio da Coordenadora Antiprivatização de Saúde Pública, Madrid, ( www.casmadrid.org ), em Setembro de 2009.

* Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona , é doutorada em Saúde Pública , especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas».

Tradução de José Paulo Gascão”

Ganhei um portátil ASUS Eee PC

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Pensamento do dia: “ Tais são os preceitos do direito: viver honestamente, não ofender ninguém, dar a cada um o que lhe pertence“. (Ulpiano)

Hoje queria falar-vos de mais uma situação que me aconteceu durante as férias do verão e estava à espera do seu desfecho para vos falar.
No meu último dia de férias participei com o Hugo no passatempo ASUS @ Beach na Zambujeira do Mar. O passatempo consistia em percorrer a vila de forma a responder a uma série de perguntas sobre esta e em executar alguns jogos tradicionais.

A pontuação do passatempo era calculada com base em 3 factores: tempo de prova, pontuação obtida nos jogos e total de respostas certas ao questionário. Ao tempo total da prova, convertido para pontos (1 minuto = 1 ponto), seria subtraído 1 ponto por cada jogo realizado e 1 ponto por cada resposta correcta ao questionário. No final de todos os cálculos das pontuações, a equipa participante que tivesse menos pontos, seria a vencedora.

No nosso caso, de acordo com a informação dada pelos reponsáveis do passatempo no local, o tempo total da prova foi de 11 mins e obtivemos 21 pontos com os jogos e respostas ao questionário. Aplicando o processo de cálculo da pontuação acima descrito, a pontuação da minha equipa foi de -10 pontos (11-21 pontos).

A pontuação das outras 2 equipas vencedoras foi de -7 e -8 pontos e tal foi o nosso espanto quando atribuem a classificação final:
1º classificado – Equipa 1: -7 pontos
2º classificado – Equipa 2: -8 pontos
3º classificado – A nossa Equipa: -10 pontos

Obviamente que está errado, se a nossa equipa demorou X e descontaram Y e tem mais pontos negativos é porque somos os vencedores do passatempo. No local bem que tentámos explicar de forma simples aos responsáveis pelo passatempo, mas estes não admitiram o erro, e teimavam connosco que estava correcta a classificação.

Tentei explicar o caso com um exemplo muito simples:
- Equipa 1 teve 0 pontos;
- Equipa 2 teve -1 pontos.
Qual destas duas equipas é a vencedora? Responderam correctamente que é a equipa 2.

Alterei então os parâmetros da perguntar:
- Equipa 1 teve -1 pontos;
- Equipa 2 teve -2 pontos.
Qual destas duas equipas é a vencedora? Responderam a equipa 1. DUHH. E ainda há quem diga que a matemática não é precisa para nada no dia-a-dia.

Então, desde essa altura que temos tentado contactar a Asus directamente para esclarecer esta situação. Finalmente (ao fim de 2 meses) vão-nos oferecer o portátil a que tinhamos direito desde o início.

É impressionante ver que ainda há pessoas assim e o pior é não conseguirem admitir o erro quando finalmente perceberam (Quero pensar que perceberam mesmo).

o Einstein aprende a sorrir

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Frase do dia: “Aquele que vê o mundo aos 50 anos da mesma forma que o  via aos 20 anos desperdiçou 30 anos da sua vida”. (Muhammed Ali)

A cada dia que passa fico mais e mais surpreendida com a evolução tecnológica. Mesmo tendo um curso em informática há muita coisa que me deixa bastante surpreendida e uma delas é o robot do Einstein que aprendeu SOZINHO a fazer expressões faciais realísticas.


 

Recentemente vi um filme que me fascinou pelo tema: “10 ways to destroy the Earth”. Neste filme eram apresentadas formas de destruir a Terra e qual a sua viabilidade na prática. Exp: A Terra ser sugada pelo “Black Hole”, ser destruída por antimatéria (muito improvável pois compararam a quantidade necessária para destruir a Terra ao monte Everest), colisão com um asteróide com grandes dimensões (ao que parece a lua formou-se através de uma colisão entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos) e a que me fascinou mais foi a teoria dos nanorobots que se replicam sozinhos.
Já existem robots com capacidade de construirem outros robots idênticos usando determinada matéria. A teoria de destruição da Terra implicava que estes robots podessem usar uma das matérias primas existente em abundância na Terra: a pedra. À velocidade a que se duplicariam rapidamente toda a pedra do planeta desapareceria e seria o seu fim.

São teorias muito interessantes e recomendo este filme a todos.

Kika

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Frase do dia: Os seres aos quais servimos de amparo são para nós um apoio na vida. (Marie Von Ebner-Eschenbach)

O post de hoje é totalmente dedicado à minha gatinha que eu adoro imenso.

À cerca de dois anos adoptei a Kika, uma gatinha de 2 meses abandonada no parque de estacionamento do Parque Nascente. Estava bastante constipada e com uns problemas nos olhitos. Melhorou e agora já não se lembra nada desses tempos.:)

Seguem-se os melhores momentos registados:
Sou tão mimada... Adoro brincar com a minha dona

A minha caminha é tão boa Que bom...

Que é isto??? Alguém me ajuda? 

Ai Ai, tenho medo das alturas Sou muito fotogénica não sou?

Roam-se de inveja Que bom


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